AINDA SOU DO TEMPO…

Recebi o presente artigo do pastor Ailton José Alves, líder da Assembléia de Deus em Pernambuco e presidente da CONADEPE, sigla da maior convenção da Assembléia de Deus daquele Estado, a qual congrega milhares de obreiros. O texto, que tem como título Ainda sou do tempo, é de autoria de um pastor batista e retrata a realidade da igreja evangélica brasileira

  

                                 “AINDA SOU DO TEMPO

Ainda sou do tempo em que ser crente era motivo de críticas e perseguições. Nós não éramos muitos, e geralmente éramos considerados ignorantes, analfabetos, massa de manobra ou gente de segunda categoria. Os colegas da escola nos marginalizavam. Os patrões zombavam de nós. A sociedade criticava um povo que cria num Deus moral, ético, decente, que fazia de seus seguidores pessoas diferentes, amorosas, verdadeiras e puras. Não era fácil. Mas nós sobrevivemos e vencemos. Sinto falta daquela perseguição, pois ela denunciava que a nossa luz era de qualidade, e ofuscava a visão conturbada de quem não era liberto. E, por causa dessa luz, muitos incrédulos foram conduzidos ao arrependimento e à salvação. Mas hoje é diferente.

Ainda sou do tempo em que os crentes não tinham imagens em suas casas, em seus carros ou como adereços de seus corpos. Nós não tatuávamos os nossos corpos e nem colocávamos “piercings” em nossa pele. Críamos que os nossos corpos eram sacrifícios ao Senhor, e que não nos era lícito maculá-los com os sinais de um mundo decadente, um deus mundano e uma cultura corrompida. Dizíamos que tatuar o corpo era pecado. Não tínhamos objetos de culto em nossas igrejas. Aliás, esse era um de nossos diferenciais: nós éramos aqueles que não admitiam imagens em lugar algum. Mas hoje é diferente.

Ainda sou do tempo em que pornografia era pecado. Nós não considerávamos fotos eróticas ou filmes pornô um “trabalho profissional”, mas uma prostituição do próprio corpo e uma corrupção moral. Ao nos convertermos, convertíamos também os nossos olhos, e abandonávamos as revistas pornográficas, os cinemas de prostituição e os teatros corrompidos. Os que eram adúlteros se arrependiam e pagavam o preço do que fizeram, e começavam vida nova. Os promíscuos mudavam seu comportamento e tornavam-se santos em todo o seu procedimento. Nós, os adolescentes, deixávamos os namoros e os relacionamentos orientados pelos filmes mundanos, e primávamos por ser como José do Egito, que foi puro, ou o apóstolo Paulo, que foi decente. Mas hoje é diferente.

Ainda sou do tempo em que nos vestíamos adequadamente para o culto. Aliás, além do nosso testemunho moral, nós nos identificávamos pelas roupas. Se pentecostais, usávamos roupas sociais bastante formais, e éramos conhecidos aonde quer que íamos, pois ninguém mais se vestia tão formalmente assim em pleno domingo à tarde. Se de outras denominações, como eu, não chegávamos a esse extremo, mas nos trajávamos socialmente, com o melhor que tínhamos, dentro de nossas possibilidades, porque críamos que, se íamos prestar um culto a Deus, a ocasião nos exigia o melhor, e buscávamos dar o melhor para Deus. Era a famosa “roupa de missa”, “roupa de igreja”. Mesmo pobres, tínhamos o melhor para Deus. E sempre algo decente: camisas sociais, calças bem passadas, um sapato melhor conservado, um blaizer ou uma blusa bem alinhada. As mulheres usavam seus melhores vestidos, suas melhores saias e seus conjuntos mais femininos. Mas hoje é diferente.

Ainda sou do tempo em que nossos hinos falavam de Cristo e da salvação. Cantávamos muito, e nossas músicas não eram tão complexas como as de hoje. Mas todos acabávamos por decorá-las. Suas mensagens eram simples e evangelísticas: “foi na cruz, foi na cruz”, “andam procurando a razão de viver”; “Porque Ele vive, posso crer no amanhã”, “Feliz serás, jamais verás tua vida em pranto se findar”, “O Senhor da ceifa está chamando”; “Jesus, Senhor, me achego a ti”, “Santo Espírito, enche a minha vida”, “Foi Cristo quem me salvou, quebrou as cadeias e me libertou”, etc. Não copiávamos os “hits” estrangeiros, ou as danças mundanas, mas buscávamos algo clássico, alegre, porém, solene. E dançar o louvor? Jamais! Não ousávamos, nem queríamos; nunca soubéramos que o louvor era “dançante”; as danças deixamos em nossas velhas vidas mundanas. Porém, mesmo não as tendo, éramos alegres e motivados. Mas hoje é diferente.

Ainda sou do tempo em que as denominações e igrejas tinham personalidade. As denominações eram poucas e bastante homogêneas. Sabíamos que a Assembléia de Deus era pentecostal e usava indumentária formal; os presbiterianos eram os melhores coristas que existiam; os adventistas tinham uma fé estranha, numa profetisa semi-contemporânea, mas tinham os melhores quartetos masculinos; os melhores solistas eram batistas, etc. Nossas liturgias eram bastante diferentes: os conservadores eram formais, seus cultos silenciosos, enquanto um orava, os outros diziam amém. Já os pentecostais oravam todos ao mesmo tempo e cantavam a Harpa Cristã. Nós nos considerávamos irmãos, não há dúvida. Mas tínhamos personalidade. Hoje tudo é diferente.

E eu não sou velho! Isso tudo não tem 26 anos ainda! Na década de 80 ser crente era ser assim! Meu Deus, como o mundo mudou! Como a chamada Igreja Evangélica se deteriorou! Hoje eu sinto vergonha de ser considerado evangélico!

Hoje é moda ser crente, ou melhor, “gospel”. Você é artista pornô, mas é crente. Você é do forró pé-de-serra, mas é crente. Você é ladrão, mas é crente. Você é homossexual assumido, mas é crente. Não importa a profissão, o comportamento, a moral, a índole, ser crente é apenas um detalhe. Aliás, dá cartaz ser crente: hoje muitos cantores “viram crentes” pra vender seus CD’s encalhados, pois o “povo de Deus” compra qualquer coisa. Não há diferença entre o santo e o profano, o consagrado e o amaldiçoado, o lícito e o proibido, o justo e o injusto. Qualquer coisa serve. O púlpito pode ser uma prancha de surf, uma cama de motel ou um palanque eleitoral; a forma não importa. Ser crente é apenas um detalhe, uma simples nomencalatura religiosa.

Hoje os crentes tatuam as suas peles, mesmo sabendo que a Bíblia condena o uso de símbolos e marcas no corpo de quem se consagra a Deus. Criamos nossos próprios símbolos, nossos próprios estigmas e nossas próprias tribos. Hoje há denominações que dão opções de símbolos para que seus jovens se tatuem. O “piercing” deixou de ser pecado, e passou a ser “fashion”, e está pendurado na pele flácida de roqueiros evangélicos e “levitas” das igrejas, maculando a pureza de um corpo dedicado ao Deus libertador. Mulheres há que enchem seus umbigos e outras partes de pequenas ferragens, repletas de vaidade e erotismo mundano, destruindo, assim, qualquer padrão cristão de consagração corporal. Meninos tingem seus cabelos de laranja, e mocinhas destróem seus rostos com produtos, pois agora todo mundo faz, e “Deus não olha a aparência”. (Ainda bem, pois se olhasse, teria ânsia de vômito…)

Hoje ir à igreja é como ir ao mercado ou às barracas de feira e de artesanato: um evento efêmero, informal, meramente turístico. Não há mais cuidado algum no trajo cultuante. Rapazes vão de bermudas, calções (e, pasmem os senhores, de sungas!), até sem camisa, porque Deus não é “bitolado, babaca ou retrógrado”. Garotas usam suas mini-saias dos “rebeldes” e exibem umbigos cheios de “piercings”, estrelinhas e purpurinas pingando dos cabelos e roupas, numa passarela contínua do modismo eclesiástico. Se alguém ainda vai modestamente ao culto, seja jovem, seja velho, ou é “novo convertido”, ou é “beato”. É típico encontrarmos pastores dizendo aos “engravatados”: “Pra que isso, irmão? Vai fazer exame laboratorial?” E, continuamente, vão demolindo qualquer alicerce de reverência e solenidade para o ato do culto.

Hoje as nossas músicas pouco falam de Cristo. Somos bitolados por um amontoado de “glórias”, “aleluias”, “no trono”, “te exaltamos”, “o teu poder”, etc. Misturamos essas expressões, colocamos uma pitada de emoções, imitamos os ícones dos megaeventos de louvores, e gravamos o nosso próprio cd, que, de diferente, tem a capa e o timbre de algumas vozes, talvez alguns instrumentos, mas, no mais, não passam de cópias das cópias das cópias. E Jesus? Ah, quase nunca o mencionamos, e, quando o fazemos, não apresentamos qualquer noção do que Ele é ou representa para o nosso louvor. Não falamos mais que Ele é o caminho, a verdade e avida, não o apresentamos como Senhor e Salvador, não informamos ao ouvinte o que se deve fazer para tê-lo no coração, apenas citamos seu nome ou dizemos um aleluia para ele.

Hoje, entrar em uma igreja é como ter entrado em todas: é tudo igual. O mesmo sistema, as mesmas cantorias, a seqüência de eventos, os rituais emocionais, as pregações da prosperidade, de libertação de maldições ou de mega-sonhos “de Deus” (como se Deus precisasse sonhar, como se fosse impotente ou dependente da vontade humana). Transformamos nossas igrejas em filiais de uma matriz que não sabemos nem aonde fica, mas que se representa nas comunidades da moda. Não há mais corais, não há mais solistas, não há mais escolas dominicais fortes, não há mais denominações com características sólidas, não há mais nada. Tudo é a mesma coisa: uma hora e meia de “louvor”, meia hora de “ofertas” e quinze minutos de “pregação”, ou meia hora de “palavra profética e apostólica”. Que desgraça!

Hoje trouxemos os ídolos de volta aos templos: são castiçais, bandeiras de Israel, candelabros, reproduções de peças do tabernáculo do velho testamento, bugigangas e quinquilharias que vendemos, similares aos escapulários católicos que tanto criticávamos. Hoje não nos atemos a uma cruz sem Cristo, simbólica apenas. Hoje temos anjinhos, Moisés abrindo o Mar Vermelho, Cristo no sermão da Montanha. O que nos falta ainda? Nossas bíblias, para serem boas, têm que ser do “Pastor fulano”, com dicas de moda, culinária, negócios e guia turístico. Hoje temos bíblias para mulheres, para homens, para crianças, para jovens, para velhos, só falta inventarmos a bíblia gay, a bíblia erótica, a bíblia do ladrão, a bíblia do desviado. Bíblias puras não prestam mais. E, mesmo tendo essas bíblias direcionadas, QUASE NINGUÉM AS LÊ! Trazemos rosas para consagrar, rosas murchas para abençoar e virar incenso em casa, sal groso para purificar, arruda para encantar, folhas de oliveira de Israel e água do Rio Jordão (Tietê?) para abençoar, vara de Arão, de Moisés, e sabe lá de quem mais! Voltamos às origens idólatras! Parece o povo de Israel, que, ao morrer um rei justo, emporcalhavam o país com suas idolatrias e prostitutas cultuais. E se alguém ousa ser autêntico, é taxado de retrógrado. Com isso, surgem os terríveis fundamentalistas, que abominam tudo, ou os neopentecostais, que são capazes de transformar a igreja num circo, fazendo o povo rir sem parar ou grunir como animais.

Meu Deus, o que será daqui há alguns anos? Será que teremos que inventar um nome novo para ser evangélico à moda antiga? Parece que batista, assembleiano, presbiteriano, luterano ou metodista não define muita coisa mais! Será que ainda haverá púlpitos que prestem, pastores que pastoreiem, louvores que louvem a Deus? Será que seremos obrigados a usar “piercing” para nos filiarmos a alguma igreja? Será que nossos cultos serão naturistas? Será que ainda haverá Deus em nosso sistema religioso?

É CLARO QUE HÁ EXCEÇÕES! E eu bendigo a Deus porque tenho lutado para ser uma dessas exceções. É claro que o meu querido leitor, pastor, louvador, membro de igreja, missionário, também tem buscado ser exceção. Mas eu não podia deixar de denunciar essa bagunça toda, esse frenesi maligno, esse fogo estranho no altar de Deus! Quando vejo colegas cuspindo no povo, para abençoá-los, quando vejo pastores dizendo ao Espírito Santo “pega! pega! pega!”, como se fosse um cachorrinho, quando vejo pastores arrancando miúdos de boi da barriga dos incautos doentes que a eles se submetem, quando vejo um evangelho podre arrastando milhões, quando vejo colegas cobrando dez mil reais mais o hotel, ou metade da oferta da noite, para pregar o evangelho, então eu me humilho diante de Deus, e digo: “Senhor, me proteja, não me deixa ser assim!”

Que Deus tenha piedade de nós.

Wagner Antonio de Araújo
Igreja Batista Boas Novas de Osasco, SP
Av. Internacional, 592 – Jardim Santo Antonio
06126-000 – Osasco – SP – Brasil
Fone: 0xx11 3591-3515
celular do pastor: 0xx11 9699-8633
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FONTE: Blog do Pastor Ciro Sanches Zibordi – http://cirozibordi.blogspot.com

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Diferença Entre Pastores e Lobos!!!

 46 Diferenças entre Pastores e Lobos

Pastores e lobos têm algo em comum: ambos se interessam e gostam de ovelhas, e vivem perto delas. Assim, muitas vezes, pastores e lobos nos deixam confusos para saber quem é quem. Isso porque lobos desenvolveram uma astuta técnica de se disfarçar em ovelhas interessadas no cuidado de outras ovelhas. Parecem ovelhas, mas são lobos.

No entanto, não é difícil distinguir entre pastores e lobos. Urge a cada um de nós exercitar o discernimento para descobrir quem é quem.

  1. Pastores buscam o bem das ovelhas, lobos buscam os bens das ovelhas.
  2. Pastores gostam de convívio, lobos gostam de reuniões.
  3. Pastores vivem à sombra da cruz, lobos vivem à sombra de holofotes.
  4. Pastores choram pelas suas ovelhas, lobos fazem suas ovelhas chorar.
  5. Pastores têm autoridade espiritual, lobos são autoritários e dominadores.
  6. Pastores têm esposas, lobos têm coadjuvantes.
  7. Pastores têm fraquezas, lobos são poderosos.
  8. Pastores olham nos olhos, lobos contam cabeças.
  9. Pastores apaziguam as ovelhas, lobos intrigam as ovelhas.
  10. Pastores têm senso de humor, lobos se levam a sério.
  11. Pastores são ensináveis, lobos são donos da verdade.
  12. Pastores têm amigos, lobos têm admiradores.
  13. Pastores se extasiam com o mistério, lobos aplicam técnicas religiosas.
  14. Pastores vivem o que pregam, lobos pregam o que não vivem.
  15. Pastores vivem de salários, lobos enriquecem.
  16. Pastores ensinam com a vida, lobos pretendem ensinar com discursos.
  17. Pastores sabem orar no secreto, lobos só oram em público.
  18. Pastores vivem para suas ovelhas, lobos se abastecem das ovelhas.
  19. Pastores são pessoas humanas reais, lobos são personagens religiosos caricatos.
  20. Pastores vão para o púlpito, lobos vão para o palco.
  21. Pastores são apascentadores, lobos são marqueteiros.
  22. Pastores são servos humildes, lobos são chefes orgulhosos.
  23. Pastores se interessam pelo crescimento das ovelhas, lobos se interessam pelo crescimento das ofertas.
  24. Pastores apontam para Cristo, lobos apontam para si mesmos e para a instituição.
  25. Pastores são usados por Deus, lobos usam as ovelhas em nome de Deus.
  26. Pastores falam da vida cotidiana, lobos discutem o sexo dos anjos.
  27. Pastores se deixam conhecer, lobos se distanciam e ninguém chega perto.
  28. Pastores sujam os pés nas estradas, lobos vivem em palácios e templos.
  29. Pastores alimentam as ovelhas, lobos se alimentam das ovelhas.
  30. Pastores buscam a discrição, lobos se autopromovem.
  31. Pastores conhecem, vivem e pregam a graça, lobos vivem sem a lei e pregam a lei.
  32. Pastores usam as Escrituras como texto, lobos usam as Escrituras como pretexto.
  33. Pastores se comprometem com o projeto do Reino, lobos têm projetos pessoais.
  34. Pastores vivem uma fé encarnada, lobos vivem uma fé espiritualizada.
  35. Pastores ajudam as ovelhas a se tornarem adultas, lobos perpetuam a infantilização das ovelhas.
  36. Pastores lidam com a complexidade da vida sem respostas prontas, lobos lidam com técnicas pragmáticas com jargão religioso.
  37. Pastores confessam seus pecados, lobos expõem o pecado dos outros.
  38. Pastores pregam o Evangelho, lobos fazem propaganda do Evangelho.
  39. Pastores são simples e comuns, lobos são vaidosos e especiais.
  40. Pastores tem dons e talentos, lobos tem cargos e títulos.
  41. Pastores são transparentes, lobos têm agendas secretas.
  42. Pastores dirigem igrejas-comunidades, lobos dirigem igrejas-empresas.
  43. Pastores pastoreiam as ovelhas, lobos seduzem as ovelhas.
  44. Pastores trabalham em equipe, lobos são prima-donas.
  45. Pastores ajudam as ovelhas a seguir livremente a Cristo, lobos geram ovelhas dependentes e seguidoras deles.
  46. Pastores constroem vínculos de interdependência, lobos aprisionam em vínculos de co-dependência.

Os lobos estão entre nós e é oportuno lembrar-nos do aviso de Jesus Cristo: “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores” (Mateus 7:15).

A Armadura de Deus

A frase “toda a armadura de Deus” vem da passagem do Novo Testamento: “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis. Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça. Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz; embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus” (Efésios 6:13-17).

Efésios 6:12 indica claramente que o conflito com Satanás é espiritual e, portanto, nenhum arma física pode ser usada efetivamente contra ele e seus demônios. Não temos uma lista de táticas específicas que ele vai usar. No entanto, a passagem é bem clara ao dizer que quando seguimos todas as instruções fielmente, vamos poder resistir ao poder do mal e ter vitória, qualquer que seja a sua ofensa.

A primeira parte de nossa armadura é a verdade (versículo 14). Isso é fácil de entender, já que Satanás é o “pai da mentira” (João 8:44). Decepção é uma das primeiras coisas que Deus considera ser uma abominação. Uma “língua mentirosa” é uma das coisas que “o SENHOR aborrece” (Provérbios 6:16-17). Ele diz claramente que nenhum mentiroso vai entrar no céu (Apocalipse 22:14-15). Somos então exortados a usar a verdade para a nossa própria santificação e libertação e para o bem daqueles a quem somos testemunhas.

No versículo 14 somos encorajados a nos vestir com a couraça da justiça. Uma couraça iria proteger um guerreiro contra um golpe fatal ao coração ou outros órgãos importantes. Essa justiça não é obras de justiça feitas pelos homens – apesar de que elas seriam barreiras de proteção quando usadas contra acusações e censuras do inimigo. Ao invés disso, essa é a justiça de Cristo, imputada por Deus e recebida pela fé, a qual guarda os nossos corações contra as acusações de Satanás e protege o nosso ser interior contra seus ataques.

Versículo 15 fala da preparação dos pés para o conflito espiritual. O soldado moderno, assim como o guerreiro da antiguidade, precisa prestar bastante atenção aos seus pés. Às vezes o inimigo da antiguidade colocava obstáculos perigosos no caminho dos soldados que estavam avançando. Isso é bem parecido com os campos minados de hoje. Doenças também podem danificar os pés de um soldado que não tem seus pés protegidos. A idéia de ter o evangelho da paz como calçado sugere o que precisamos para poder avançar no território de Satanás; precisamos da mensagem da graça, a qual é tão essencial para ganhar almas para Cristo. Satanás tem colocado muitos obstáculos no caminho da propagação do evangelho.

O escudo da fé, ao qual o versículo 16 se refere, torna ineficaz o ataque de Satanás de plantar dúvidas em relação à fidelidade de Deus e Sua Palavra. Nossa fé – da qual Cristo é o autor e consumador (Hebreus 12:2) – é como um escudo de ouro, precioso, sólido e importante. Esse escudo é como um escudo de guerreiros fortes, pelo qual coisas importantes são alcançadas, e pelo qual um crente não só repele, mas também conquista o inimigo.

O capacete da salvação do versículo 17 protege a cabeça e serve para proteger uma parte do corpo que é tão importante. Podemos dizer que o jeito que pensamos precisa de preservação. A cabeça de um soldado era uma das partes principais a serem defendidas, pois ela podia sofrer um dos ataques mais mortais, e é a cabeça que comanda todo o corpo. A cabeça é o centro da nossa mente, e quando ela possui a “esperança” certa do Evangelho de vida eterna, não vai receber doutrina falsa, ou deixar-se influenciar pelas tentações de Satanás de desespero. Uma pessoa não salva não tem nenhuma esperança de se proteger dos ataques de falsa doutrina porque sua mente é incapaz de discernir entre verdade e mentira.

Versículo 17 interpreta a si mesmo em relação ao que quer dizer com a espada do Espírito. Enquanto o resto da armadura é em sua natureza armas de defesa, aqui se encontra a única arma de ataque na armadura de Deus. Ela se refere à santidade e poder da Palavra de Deus. Uma arma espiritual maior não existe. Nas tentações de Jesus no deserto, a Palavra de Deus sempre predominou em suas respostas a Satanás. Que benção saber que a mesma Palavra também está disponível a nós!

Orar no Espírito (quer dizer, com a mente de Cristo, com Seu coração e Suas prioridades) como vemos no versículo 18 é o ponto auge do que está envolvido em nos preparar e utilizar todas as armas de Deus anteriormente mencionadas. É significante que essa passagem das Escrituras é tão fiel às prioridades de ministério destacadas por todas as epístolas de Paulo; ele acredita que oração é o elemento mais importante para a vitória e maturidade espirituais. Ele deseja ardentemente esse tipo de oração em sua vida também (versículos 19-20).

O QUARTO SÁBIO

Vale a pena ver esse filme, eu assisti e recomendo!!!

Com Martin Shenn, Alan Arkin, Eillen Bennan e direção de Michael Ray Rhodes, “O Quarto Sábio” conta a história de um homem sábio em busca do verdadeiro sentido da vida. Filho de um rei da antiga Pérsia, o sábio procura nas Sagradas Escrituras o significado real da vida e descobre as profecias sobre Jesus, o Rei dos reis. O plano dele é encontrar-se com os três reis magos no deserto para irem ao encontro do Rei Jesus. Mas, depois de uma série de percalços, o sábio somente consegue encontrar Jesus no fim de sua vida. E encontra também a resposta que procurava.

Baseado no clássico de Henry Van Dyke, o filme (apesar de ser ficção) é realmente emocionante.

Jesus eu sou o…?

Havia um homem que vivia pelas ruas de uma cidade. Aparentemente, não tinha onde morar. Todos os dias ele entrava em uma igreja e se ajoelhava e imediatamente saía. O zelador daquela igreja ficava sempre atento à entrada daquele homem pois temia que ele estivesse ali para se apropriar. Durante muito tempo aquilo aconteceu. Finalmente, vencido pela curiosidade o zelador se aproximou dele e falou: – Tenho visto que você vem aqui continuamente e se ajoelha e logo em seguida sai. Aquele homem, porém, respondeu: – Sou um homem muito simples, não sei fazer orações difíceis, nem muito longas, então, eu chego me ajoelho para Jesus e digo: Jesus, eu sou o Jaime. Passado algum tempo, aquele homem foi vítima de um acidente e foi internado em um hospital. Com o passar dos dias, a enfermeira que tomava conta daquela ala percebeu que o estado de ânimo das pessoas daquela ala havia melhorado muito. Aquela era uma ala problemática e as pessoas estavam sempre de mau humor, de sorte que uma mudança havia sido operada naquelas pessoas. A enfermeira, se aproximou de um deles e perguntou: – o que está acontecendo por aqui? Ao que um deles respondeu: – É o Jaime ele anda sempre alegre e tem nos animado muito. A enfermeira, ficou curiosa para saber o que acontecia com aquele paciente. Nunca ninguém o visitava, a cadeira reservada aos visitantes ao lado do seu leito estava sempre vazio, contudo, ele não só vivia alegre como também, estava influenciando os outros. A enfermeira, se aproximou de Jaime e lhe perguntou. Tenho estado a lhe observar e vejo que você está sempre alegre. Jaime, respondeu à enfermeira: é o meu amigo, todos os dias ele vem me visitar, senta-se ao meu lado e me diz: Jaime, eu sou Jesus!

Melhor é o fim das coisas do que o principio delas

Eclesiastes 7.8 diz que melhor é o fim das coisas do que o principio delas, mais adiante no versiculo 10 diz assim: nunca digas: por que foram os dias passados melhores do que estes? Porque nunca com sabedoria isso perguntarias.

Temos um costume de olhar para traz e ver o que se passou, e muitas vezes um sentimento nostalgico toma conta do nosso pensamento, e relembrando o passado, qual de nós nunca fez uma comparação com o presente?

Mas a verdade é que como pessoas naturais temos sim o costume de comparar, ou perguntar porque o tempo passado foi melhor que o presente, mas como pessoas espirituais temos que tomar posse da palavra dita pelo Rei Salomão que melhor é fim das coisas do que o principio delas, ou seja, melhor é o que esta por vir na minha vida do que tudo aquilo que passou até o presente momento!

Quando começamos algo, seja um projeto de vida, pessoal, ministerial, profissional…etc, imaginamos de uma maneira, mas nem sempre o que estamos pensando e planejando é aquilo que o SENHOR tem planejado para nós, ele sempre algo maior e melhor para sua e para minha vida, por isso pensamos que o inicio foi bom, e pensamos que vai continuar assim, mas hoje a palavra de Deus nos diz que melhor será o final do que foi o começo!

Muitos começaram seus projetos de vida sem incluir JESUS neles, ainda no tempo em que não serviam a ELE, que não o tinham aceitado como SENHOR e  SALVADOR de suas vidas, foi o começo, parecia bom, mas depois receberem Jesus em seu corações e passaram a andar segundo a vontade DELE, e hoje a maior esperança é na vinda DELE, pois antes estavam condenados a viver uma eternidade de dor e sofrimento, e hoje sabemos que atravez DELE fomos justificados e perdoados, e assim sendo, temos esperança no porvir, temos esperança no futuro, porque melhor é o fim das coisas do que o principio delas.

Mas enquanto vivemos aqui, temos que ter a esperança, que aqui também será melhor o fim do que o começo, José quando teve sonhos talvez não imaginava o que o esperava adiante, até ali José provalmente teve uma vida abastada, pois era o filho querido de Jacó, fora bem criado, com regalias em relação ao irmãos, mas um dia José foi lançado numa sisterna, foi vendido pelos proprios irmãos, José olhando para o passado podeira pensar: como era bom o tempo passado, tinha pai, mãe, irmãos,casa,etc…

Mas Deus mudou a história de José, de um jovenzinho lançado numa cova e depois vendido pelos irmãos, Deus foi o levantando até ele se tornar governador do egito e por fim poder abençoar seu familiares no momento em que eles mais necessitavam, até mesmo aqueles que o venderam foram abençoados, e Deus provou a José que MELHOR É O FIM DAS COISAS DO QUE O PRINCIPIO DELAS.

CREIA QUE NA SUA VIDA TAMBEM SERÁ ASSIM!!!

 

 

NA PRESENÇA DO …? ATÉ A TRISTEZA SALTA DE ALEGRIA!!!

_papagaiopregadorMuitos, hoje, estão afirmando que na presença do Senhor, até a tristeza salta de alegria.

 Existem até hinos, gravados em CD´s de cantores famosos, afirmando isto.

 Pode até parecer algo bonito e verdadeiro, mas esta expressão não se refere ao Senhor.

 Esta expressão foi arrancada do livro de Jó de uma forma completamente fora de contexto, e usam isso pra emocionar o povão, virou um jargão dos pregadores.

 Em Jó 41.22 encontramos esta expressão. “Perante ele, até tristeza salta de prazer”. Há traduções que dizem. “Em sua presença até a tristeza salta de alegria”.

 A expressão está correta, mas perguntamos. Na presença de quem?

 Se você ler o contexto, que é uma obrigação de todo estudante da Bíblia, descobrirá que, desde o versículo primeiro do capítulo 41 de Jó, não está se referindo a Deus, mas está se referindo ao leviatã, que algumas versões chamam de crocodilo.

 Neste caso não é na presença de Deus que a tristeza salta de prazer, mas esta metáfora que trata realmente do susto que a pessoa tem, refere-se ao crocodilo e não a Deus.

 Cuidado para não tirar conclusões precipitadas, principalmente quando se refere à Palavra de Deus.