AOS QUE USAM FILIPENSES 1.18 PARA DEFENDER AS PALHAÇADAS DE HOJE…

Um amigo no Twitter me perguntou se Filipenses 1:18 não justificaria o evangelho gospel e o show gospel. Acho que ele tinha em mente o festival gospel na Globo e a hipotética novela da Globo com uma heroína evangélica.

Para quem não lembra, Paulo diz o seguinte em Filipenses 1:15-18:

“Alguns, efetivamente, proclamam a Cristo por inveja e porfia; outros, porém, o fazem de boa vontade; estes, por amor, sabendo que estou incumbido da defesa do evangelho; aqueles, contudo, pregam a Cristo, por discórdia, insinceramente, julgando suscitar tribulação às minhas cadeias. Todavia, que importa? Uma vez que Cristo, de qualquer modo, está sendo pregado, quer por pretexto, quer por verdade, também com isto me regozijo, sim, sempre me regozijarei” (Fp 1:15-18).

A interpretação popular desta passagem, especialmente desta frase de Paulo no verso 18, “Todavia, que importa? Uma vez que Cristo, de qualquer modo, está sendo pregado, quer por pretexto, quer por verdade, também com isto me regozijo, sim, sempre me regozijarei” – é que para o apóstolo o importante era que o Evangelho fosse pregado, não importando o motivo e nem o método. A conclusão, portanto, é que podemos e devemos usar de todos os recursos, métodos, meios, estratégias, pessoas – não importando a motivação delas – para pregarmos a Jesus Cristo. E que, em decorrência, não podemos criticar, condenar ou julgar ninguém que esteja falando de Cristo e muito menos suas intenções e metodologia. Vale tudo.

Então, tá. Mas, peraí… em que circunstâncias Paulo disse estas palavras? Se não me engano, Paulo estava preso em Roma quando escreveu esta carta aos filipenses. Ele estava sendo acusado pelos judeus de ser um rebelde, um pervertedor da ordem pública, que proclamava outro imperador além de César.

Quando os judeus que acusavam Paulo eram convocados diante das autoridades romanas para explicar estas acusações que traziam contra ele, eles diziam alguma coisa parecida com isto: “Senhor juiz, este homem Paulo vem espalhando por todo lugar que este Jesus de Nazaré é o Filho de Deus, que nasceu de uma virgem, que morreu pelos nossos pecados e ressuscitou ao terceiro dia, e que está assentado a direita de Deus, tendo se tornado Senhor de tudo e de todos. Diz também que este Senhor perdoa e salva todos aqueles que creem nele, sem as obras da lei. Senhor juiz, isto é um ataque direto ao imperador, pois somente César é Senhor. Este homem é digno de morte!”

Ao fazer estas acusações, os judeus, nas próprias palavras de Paulo, “proclamavam a Cristo por inveja e porfia… por discórdia, insinceramente, julgando suscitar tribulação às minhas cadeias” (verso 17).

Ou seja, Paulo está se regozijando porque os seus acusadores, ao final, no propósito de matá-lo, terminavam anunciando o Evangelho de Cristo aos magistrados e autoridades romanos.

Disto aqui vai uma looooonga distância em tentar usar esta passagem para justificar que cristãos, num país onde são livres para pregar, usem de meios mundanos, escusos, de alianças com ímpios e de estratégias no mínimo polêmicas para anunciar a Cristo. Tenho certeza que Paulo jamais se regozijaria com “cristãos” anunciando o Evangelho por motivos escusos, em busca de poder, popularidade e dinheiro, pois ele mesmo disse:

“Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus; antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus” (2Co 2:17).

“Pelo que, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos; pelo contrário, rejeitamos as coisas que, por vergonhosas, se ocultam, não andando com astúcia, nem adulterando a palavra de Deus; antes, nos recomendamos à consciência de todo homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade” (2Co 4:1-2).

“Ora, o intuito da presente admoestação visa ao amor que procede de coração puro, e de consciência boa, e de fé sem hipocrisia. Desviando-se algumas pessoas destas coisas, perderam-se em loquacidade frívola, pretendendo passar por mestres da lei, não compreendendo, todavia, nem o que dizem, nem os assuntos sobre os quais fazem ousadas asseverações” (1Ti 1:5-7).

“Se alguém ensina outra doutrina e não concorda com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo e com o ensino segundo a piedade, é enfatuado, nada entende, mas tem mania por questões e contendas de palavras, de que nascem inveja, provocação, difamações, suspeitas malignas, altercações sem fim, por homens cuja mente é pervertida e privados da verdade, supondo que a piedade é fonte de lucro” (1Ti 6:3-5).

“Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus” (1Co 2:1-5).

Portanto, usar Filipenses 1:18 para justificar esta banalização pública do Evangelho é usar texto fora do contexto como pretexto.

Fonte : Augustus Nicodemus Lopes

Festa Junina

Para nós, os evangélicos, os tempos estão mudados. Há duas ou três décadas atrás, era considerado pecado participar de eventos como festa junina, carnaval e outras manifestações populares. Hoje o povo está dividido. Com o crescimento desordenado de denominações, os valores se inverteram, novas interpretações têm sido dadas a textos bíblicos e o pecado deixou de ser tão pecado assim.

O problema é que as denominações tradicionais não fazem uma “convenção de ministros” para tratar de temas de interesse do povo de Deus. As inúmeras convenções são verdadeiros encontros políticos para demonstrações de poder entre as facções eclesiásticas.

Temas como “o crente pode ou não pode participar das festas juninas?”, ou, “o crente pode fazer sua própria festa junina”? nunca são tratados.

Resta-nos dar a orientação que achamos conveniente, não em nome da denominação que sou membro, mas em meu próprio nome e de acordo com minha experiência cristã e visão da Obra de Deus.

Em relação à festa junina, por ser ela uma festa popular, que pelo tempo terminou se incorporando ao folclore brasileiro, a pergunta que nos tem sido feita constantemente é: Há alguma implicação espiritual para o crente ou para a igreja que participa ou realiza uma festa junina?

FOLCLORE – A UNESCO declara que folclore é sinônimo de cultura popular e representa a identidade social de uma comunidade através de suas criações culturais, coletivas ou individuais, e é também uma parte essencial da cultura de cada nação. O folclore se manifesta nas crendices, nas simpatias e nas superstições contra os ventos, as chuvas, os raios e as doenças.

No meu entender, o folclore, por mais divertido e ingênuo que pareça ser, é uma demonstração da falta de fé que um povo tem em Deus e no Evangelho. Quando um povo não conhece a Deus através de Sua Palavra, fica preso a superstições, a crendices, e tentam com isso espantar os seus “fantasmas” com enredos, fogueiras, fogos de artifícios, e outros elementos como subir escadarias de joelhos, apedrejar a imagem do Judas, saltar sete ondas, jogar flores em lagos, rios e mares, e tantas outras coisas que mostram pobreza de conhecimento das riquezas da graça.

Nem é preciso relembrar a origem idolátrica da festa junina, uma vez que isto é de conhecimento de todos. O que temos observado é que em muitas festas juninas, atualmente, nem menção se faz mais a São João ou a qualquer outro santo que antigamente era cultuado neste evento.

Também sabemos que quando os evangélicos realizam uma “fogueira santa”, ou, uma “festa genuína” ou, qualquer coisa deste tipo, nem se pronuncia qualquer referência aos santos. Com isto temos ouvido argumentos a favor da realização de tais eventos no meio do povo evangélico.

Já que o crente é tão festeiro e um povo tão alegre, por que não incorporar a festa junina às nossas festividades e fazermos uma festa que resulte na união do povo de Deus? Afastando-se a idolatria, que mal há em festejar, principalmente em uma festa onde vamos comer tantas coisas gostosas que nos faz lembrar nossas raízes?

Da minha parte, eu vejo isto como uma demonstração da “saudade do Egito”.

> Números 11:5 – Lembramo-nos dos peixes que no Egito comíamos de graça; e dos pepinos, e dos melões, e dos porros, e das cebolas, e dos alhos.

O resultado da falta de estudos bíblicos aprofundados e da falta de pregações genuínas da mensagem do Evangelho é exatamente esta, a saudade dos pepinos, dos quentões, dos contos, das danças.

O povo de Deus está ficando à margem das riquezas da graça e está sentindo necessidade de copiar as músicas mundanas, os shows, os ritmos, as crendices e as festas idolátricas.

O Evangelho que não afasta do coração das pessoas a saudade do Egito é um evangelho fraco, debilitado, carente de conteúdo. A igreja que sente necessidade de incorporar festas pagãs às suas atividades é uma igreja mista. O crente que não abandona definitivamente tudo o que pertence à vida pagã e idolátrica é como o cativo que voltou da Babilônia, depois de setenta anos de escravidão, mas, leva os seus netos para conhecer o lugar onde esteve cativo, especialmente nos dias dos festejos do povo que o escravizou.

O que a Bíblia dia a esse respeito?

> Isaías 48:17 – Assim diz o SENHOR, o teu Redentor, o Santo de Israel: Eu sou o SENHOR teu Deus, que te ensina o que é útil, e te guia pelo caminho em que deves andar… Saí de Babilônia, fugi de entre os caldeus. E anunciai com voz de júbilo, fazei ouvir isso, e levai-o até ao fim da terra; dizei: O SENHOR remiu a seu servo Jacó. E não tinham sede, quando os levava pelos desertos; fez-lhes correr água da rocha; fendeu a rocha, e as águas correram. 

> Apocalipse 18:2 – E clamou fortemente com grande voz, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios, e covil de todo espírito imundo, e esconderijo de toda ave imunda e odiável.

> Apocalipse 14:4 – E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas.

> 1 João 2:15 – Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.

Portanto, como presbítero, como pastor, como pregador, como crente, como sacerdote do meu lar, eu vou continuar ensinando que o crente não deve participar nem realizar festas juninas. O crente não precisa disto.

 

Em Cristo, Sandoval Juliano – O Presbítero – 15.06.2012.

Fontes de consulta:

Site: http://ifolclore.vilabol.uol.com.br/div/folk2.htm

Eu quero ser santo,santo,saaaannntoooo???

Oi gente, a paz do Senhor Jesus!


declaração que nós fizemos publicamente domingo no culto:


“Renuncio tudo o que é impuro ( músicas que não edificam e nem louvam ao Senhor segundo Salmo 150, bebidas, fornicação, etc..), renuncio minha carne (desejos carnais), renuncio o mundo( o mundo e TUDO o que nele há afinal nós bem sabemos quem é o príncipe deste mundo), e os sonhos que não TE glorificam Senhor eu renuncio( nós temos que viver apenas os sonhos nossos que estiverem de acordo com a soberana vontade de Deus, se tiver a aprovação DELE então viveremos estes sonhos) porque queremos ser Santo assim como Ele é Santo…”


Não adianta sermos hipócritas e cantarmos isso sem vivermos isso pois Deus sabe da nossa vida e sabe se estamos vivendo aquilo que falamos e cantamos e lembrem-se a palavra quando sai da nossa boca ela produz e não volta atrás vazia então nós fizemos uma declaração e de Deus não se zomba.


Deixo alguns versículos do novo testamento:


Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia.
Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.
1 Coríntios 10:12-13

Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam.
1 Coríntios 10:23

Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?
E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?
E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.
Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; E não toqueis nada imundo, E eu vos receberei;
E eu serei para vós Pai, E vós sereis para mim filhos e filhas, Diz o Senhor Todo-Poderoso.
2 Coríntios 6:14-18

Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus.
2 Coríntios 7:1

Com amor em Cristo

Valquiria L.R. Bertie

O Semeador de Contendas

Semear contendas entre os irmãos é um dos pecados que mais entristece
o coração de Deus. Mas o que é semear contenda? Vamos encontrar na
bíblia a argumentação necessária a fim de sabermos o que seja, e como
podemos combater esta semeadura em nossa família, chamada igreja. O
‘semear contendas’ é prima da ‘fofoca’ ou irmã gêmea da
‘maledicência’, só que com uma roupagem diferente. Quando se semeia
contendas, nem sempre se fala mal de alguém, como a descarada
‘fofoca’. O semeador de contendas, na maioria das vezes, fala de
alguém com o propósito de colocar na mente das pessoas, uma sementinha
de desconfiança do caráter, honestidade, competência, ou do trabalho
da pessoa de quem se está falando. Na maioria das vezes também, a
pessoa semeadora de contendas pede sigilo da conversa, pois sabe que é
biblicamente errado denegrir a imagem de alguém ou criticar o trabalho
de uma pessoa, mesmo que este trabalho tenha de fato algumas
deficiências. Dificilmente o semeador de contendas vai diretamente à
pessoa em questão para esclarecer alguma dúvida ou resolver um
problema, mas está sempre disposta a envolver secretamente o maior
número de pessoas na sua intenção de semear contendas. É certo que o
semeador de contendas não conhece a Palavra de Deus como deveria, pois
se conhecesse não faria tal coisa por saber que Deus abomina esta
atitude. Veja o que diz o livro de Provérbios 6: 16 – 19. Há uma lista
de coisas neste texto que aborrecem a Deus, entretanto a última,
listada na parte “b” do verso 19, diz que Deus não suporta tal pessoa
e a abomina. Fiquei me perguntando sobre o motivo de tal rigidez da
parte de Deus com uma pessoa que pratica a semeadura de contendas, e
descobri que esta prática, de semear contendas, é semelhante a que foi
utilizada pelo diabo para desviar Adão e Eva dos planos de Deus
(Gênesis 3: 1-7). Veja que o diabo não falou mal de Deus, entretanto
colocou na mente de Adão e Eva uma semente de desconfiança daquilo que
Deus lhes havia dito. Esta desconfiança, que foi acatada pelos nossos
primeiros pais, está relacionada com o próprio caráter de Deus. O
resultado foi a total infelicidade do homem e, a ‘priori’, a desgraça
da humanidade. O homem ficou separado de Deus, passou a morrer
fisicamente e espiritualmente, passou a ter doenças, sentir dores,
sofrer, em fim, tudo como conseqüência da semeadura de desconfianças,
pelo método de semear o mal. Daí passei a entender porque Deus foi tão
severo com àqueles que praticavam este tipo de coisa. A igreja de
Jesus não está livre de semeadores de contendas. A única maneira de se
prevenir contra tais, que assim agem, é usar da autoridade da Palavra
de Deus. Lembre-se que Jesus venceu o diabo no deserto com as
Escrituras Sagradas (Mateus 4: 1 – 11). Portanto, se alguém vier
comentar alguma coisa que denigra a imagem de alguém ou desestabilize
a comunhão da Igreja, ou crítica do trabalho ou da música, repreenda-o
na Palavra de Deus. Por exemplo: Se alguém chegar para falar alguma
coisa ruim ou errada, mesmo que seja verdade, oriente a falar
diretamente a pessoa citada. Se ele comentar alguma coisa, mesmo que
sutilmente sobre uma atitude má ou fala errada de outra pessoa, diga
para o semeador que não está correta aquela atitude. Após isso, faça
uma oração pedindo a Deus para que aquela ‘erva daninha’ que você
ouviu, não domine seus pensamentos e nem o seu coração. É preciso ter
coragem para agir assim e bastante amor pela obra de Deus. Deus espera
de nós alguma atitude bíblica diante do erro. Meus queridos irmãos
tenham cuidado, pois nossa igreja tem sido muito abençoada em seu
trabalho, tanto em número quanto em qualidade. Este é o plano de Deus
para a nossa igreja, nossas vidas, nesse tempo que Ele nos oportuniza.
O semeador de contendas pode ser um instrumento do mal contra Deus, a
fim de fazer com que o plano divino para a nossa igreja não se
concretize. Seja corajoso, e com amor diga ao errante, seja ele quem
for, “VOCÊ ESTÁ FORA DA PALAVRA E TRAZENDO CONFUSÃO PARA O NOSSO
MEIO”. Veja o que diz Tito 3: 9 e 10 – “Mas evita coisas tolas,
genealogias e contendas, e debates a cerca da lei, porque são coisas
inúteis e vãs. Ao homem faccioso, depois da primeira e segunda
advertencia, evita-o”. Evitar o semeador de contendas é o melhor
tratamento para a saúde da Igreja de Jesus e da humanidade de um modo
geral.

OBS: A pessoa que fala mal de voce hoje pra mim, certamente em breve
se ela não se converter falará mal de mim para voce.


VAMOS CUIDAR DO NOSSO CORAÇÃO E DA FÉ
QUE DEUS POSSA ABENÇOAR A VIDA DE CADA UM DE NÓS.

Um Forte Abraço !

Namorar, ficar ou transar?

O homem um ser social- O ser humano foi criado para viver em comunhão: primeiro, com o seu Criador (relação vertical); e, depois, com os seus semelhantes (relação horizontal). Na verdade, esse é o plano divino para nossas vidas. Foi o próprio Senhor Deus quem declarou: “Não é bom que o homem esteja só…” (Gn. 2: 18). Lemos, ainda, na Sua Palavra que “Melhor é serem dois do que um…” (Ec 4:9). Portanto, a solidão se opõe ao plano divino, e, por isso mesmo, resulta em várias feridas na alma, tais como: sentimento de desconforto, de inutilidade; auto-estima baixa; depressão; ausência de laços afetivos; prostração; e, até mesmo, saudade.
Para vencer a solidão, precisamos de amizade, simpatia, empatia, cooperação, namoro, casamento. Sentimos necessidade de amizade verdadeira, de alguém que chegue quando todos saem, isto é, alguém que permaneça ao nosso lado quando mais ninguém está. Mas, por outro lado, a solidão não pode levar a pessoa a aceitar qualquer tipo de relacionamento. Quantas vezes já se ouviu: “Ruim com ele (ela), pior sem ele (ela)…” ? Obviamente tal afirmativa não pode expressar uma verdade, não é mesmo?

O que é ficar ?

Atualmente, a palavra “namoro” está fora de moda…para alguns. Agora, a maioria adolescentes e jovens “ficam”. O que é há de diferente?
Já vimos que o namoro é um momento muito importante na vida da pessoa. ficar, segundo o que os jovens definem é

“passar tempo com alguém, sem qualquer compromisso. Pode, ou não, incluir intimidades, tais como: beijos, abraços e mesmo, relações sexuais.”

       Portanto, o ficar nada tem a ver com o namorar. Infelizmente, quando um jovem fala sobre “namoro”, no sentido sério da palavra, torna-se, muitas vezes, alvo de piada e gozação, por parte dos colegas. Isso é um resultado (da distorção dos valores morais que vem sendo feita, principalmente pelos meios de comunicação). Nossos jovens sofrem a influência da mídia que apregoa a sensualidade e a liberação dos impulsos, sem censuras como forma de atuação prazerosa e mais autêntica, mais satisfatória. Tal comportamento leva à promiscuidade sexual, com suas tristes conseqüências.
Na década de 60 (no Brasil, a partir de 70/80), começou uma revolução sexual na Europa, enfatizando que homens e mulheres podiam desfrutar de direitos iguais, inclusive no “sexo livre”. O que importava era a satisfação pessoal; a sensação do momento, sem a necessidade de qualquer ligação de sentimentos entre os parceiros. A queda, de lá para cá, foi vertiginosa e, assim, o namoro foi sendo deixado de lado e houve grande adesão ao ficar. Os jovens são pressionados a abandonar hábitos conservadores e a adotar as práticas pecaminosas ditadas pela cultura social.
Embora, aparentemente, haja muitas vantagens no “ficar”, as desvantagens, especialmente para a mulher, são inúmeras também. Entre elas, podemos mencionar o fato de que ela vai ficar mal vista, mal falada, vai estar sujeita a uma gravidez indesejada, enfim muitas são as tristezas. É importante que você, mulher, se lembre de que não é um objeto descartável: usado agora, jogado fora depois. Infelizmente, os jovens evangélicos são alvo da mesma pressão e da mesma gozação. Por isso, apenas uma minoria discorda dos padrões e das práticas pecaminosas ditadas pela cultura secular. Os jovens -homens e mulheres -principalmente os que querem levar Deus a sério em suas vidas, precisam observar, cuidadosamente, o que Ele diz em Sua Palavra, antes de envolver-se com alguém. É óbvio que o “ficar” não deve ser uma prática para esses jovens.

E o transar ?

Este é um tema que tem sido alvo de muitos debates e discussões. Parece que agora, é muito “careta” quem não transa, não é mesmo? Por isso, as pessoas que ainda querem ser sérias nos seus relacionamentos, acabam passando por situações bem desagradáveis. São objeto de gargalhadas de ironias, de dúvida por parte de colegas, de escola ou de trabalho – de pessoas mais velhas e – pasmem! – de ”irmãos e irmãs” da igreja. Além disso, as jovens ficam com medo de “perder” aquele rapaz “lindo e maravilhoso” e cedem à tentação, quando ele diz: “Querida, prove que me ama realmente e transe comigo… ” Este é o golpe mais velho e mais baixo que existe! Ele, na verdade, não a ama, não está nem um pouco preocupado com ela nem com as conseqüências que ela – apenas ela – vai enfrentar! Ele só quer se divertir com o corpo dela! A única resposta para esse convite é a mesma de sempre: “Se você realmente me ama, poderá esperar pelo casamento.” Muitos jovens cristãos acabam cedendo às pressões da mídia , dos colegas, dos amigos e começam a achar que o que todo mundo faz é que está certo e que eles não podem se apresentar como seres alienígenas. Passam a viver “uma vida dupla: na igreja, são os certinhos; fora dela, agem conforme seus desejos mandarem.”
Mas a Palavra de Deus condena o “transar”, pois afirma que a relação sexual é um privilégio do casamento. Na verdade, ela é a terceira etapa, e não a primeira. “Em Gn. 2:24, lemos:

“Por isso deixa o homem pai e mãe, e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.”  Gn. 2:24
        Desde Adão e Eva, o próprio Deus ordenou que houvesse uma formalização do compromisso matrimonial, através do deixar pai e mãe, com a bênção destes que são autoridades, sobre nós, enquanto solteiros. Além destas autoridades, devemos obediência às leis do nosso país. Num segundo passo, o homem se une à sua mulher. A referência é àquela mulher com quem vai se casar, e não a qualquer mulher que se olhar na rua. Assim, numa terceira etapa, os dois serão uma só carne. Só após as duas primeiras terem sido cumpridas, é que vem a hora da relação sexual, e não antes. Esta idéia existe tanto no Velho como no Novo Testamento, pois este versículo é citado por Jesus (Mt. 19:5) e por Paulo (I Co. 6: 16).”
Deus não estimula, de jeito algum, a “transa”. Muito pelo contrário. Várias passagens bíblicas, condenam o relacionamento sexual fora do casamento: At. 15:29; 21 :25; I Co. 6: 13-18; II Co. 12:21; I Ts. 4:3- 5. Entretanto, Hb. 13:4, Deus valoriza o casamento. Lemos ali:
“Digno de honra entre todos, seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros”.  Hb. 13:4
        Deus também aprova a relação sexual dentro do casamento. “Para o povo judeu, a relação sem pecado, era aquela em que as pessoas entravam virgens para o casamento, como descrito em Dt. 22:13-21.”
Querida jovem, sei que você precisa de muita força para enfrentar tudo o que o mundo está exigindo e oferecendo para você. Entretanto, procure se fortalecer com a Palavra de Deus, ocupar sua mente e seu tempo com coisas boas e aceitar o desafio de ir contra a maioria. Lembre-se de que quando sabemos que somos amados pelo que somos, e não pelo nosso físico, tornamo-nos mais saudáveis mentalmente e nos expressamos mais livremente, porque já não tememos a rejeição. já não precisamos nos preocupar em como vamos agradar o nosso companheiro. Lembre-se. também do que dizem as Escrituras em Eclesiastes 12:1 “Não deixe o entusiasmo da mocidade fazer com que você esqueça seu Criador. Honre a Deus enquanto você é jovem, antes que os dias maus cheguem, quando você não vai mais ter alegria de viver.”

A oração ainda é essencial

Depois de considerar, racionalmente e não emocionalmente apenas, se a pessoa que você escolheu é alguém com quem você gostaria de passar toda a sua vida leve o assunto para Deus em oração. Há um hino que diz que não precisamos perder a paz quando levamos nossos problemas ao nosso amigo Jesus, pois Ele sempre nos atende em oração. Espere pelo Senhor (Salmo 27: 14). Ele sempre sabe o que é melhor para você. Nunca tome uma decisão nunca inicie um envolvimento sem ter certeza de que Deus está abençoando esse relacionamento, de que é aprovado por seus pais e de que você ama realmente aquela pessoa. Com certeza, você será bem sucedida na escolha que fizer.

O fim do namoro é o casamento

A finalidade, o objetivo do namoro é o casamento; mas o casamento não é o fim do namoro. Na verdade, o namoro deve continuar pelo resto da vida a dois. O namoro continua sendo muito importante dentro do casamento. Quando o fim do namoro é o casamento, grandes são as chances desse casamento desmoronar.
É interessante que, durante o período de namoro, muitas são as juras de amor eterno, os presentes, os programas, as roupas bonitas, os penteados cheios de cuidados, os perfumes, as gentilezas etc. Entretanto, aqueles que consideram que o fim do namoro é o casamento, abandonam todas ou quase todas essas práticas e passam a agir de modo totalmente inverso! Essa é uma das razões pela qual os casamentos acabam durando muito pouco. É preciso continuar perdoando, amando, protegendo e valorizando o cônjuge. Muitos maridos passam a agir exatamente como agiriam após haverem “transado” com a namorada – isto é, passam a tratar a esposa com indiferença, sem qualquer interesse nela. Por outro lado, as mulheres também, muitas vezes, perdem todo o encanto, pois já não se arrumam como se arrumavam, já não usam aquele perfume que o namorado tanto apreciava (quando não ficam mal-cheirosas), esquecem-se de que o seu corpo é “o templo do Espírito Santo” e deixam de cuidar dele, tornam-se relaxadas com tudo. Tanto o marido como a mulher precisam estar atentos para que o namoro tenha sua continuação no casamento. Esposas continuam gostando de ganhar um presente, de receber flores, de sair para jantar, de ouvir elogios sobre sua aparência etc., exatamente como quando eram namoradas. Os esposos, por sua vez, continuam gostando de ver sua “namorada” com os cabelos penteados, limpas, cheirosas, de comer algo feito especialmente para ele, de ouvir palavras de amor. “Lembre-se de que a frase Eu amo você! , dita sincera e freqüentemente, afofa o terreno do relacionamento e pré-dispõe o aprofundamento de raízes.

 
                                                                              

AINDA SOU DO TEMPO…

Recebi o presente artigo do pastor Ailton José Alves, líder da Assembléia de Deus em Pernambuco e presidente da CONADEPE, sigla da maior convenção da Assembléia de Deus daquele Estado, a qual congrega milhares de obreiros. O texto, que tem como título Ainda sou do tempo, é de autoria de um pastor batista e retrata a realidade da igreja evangélica brasileira

  

                                 “AINDA SOU DO TEMPO

Ainda sou do tempo em que ser crente era motivo de críticas e perseguições. Nós não éramos muitos, e geralmente éramos considerados ignorantes, analfabetos, massa de manobra ou gente de segunda categoria. Os colegas da escola nos marginalizavam. Os patrões zombavam de nós. A sociedade criticava um povo que cria num Deus moral, ético, decente, que fazia de seus seguidores pessoas diferentes, amorosas, verdadeiras e puras. Não era fácil. Mas nós sobrevivemos e vencemos. Sinto falta daquela perseguição, pois ela denunciava que a nossa luz era de qualidade, e ofuscava a visão conturbada de quem não era liberto. E, por causa dessa luz, muitos incrédulos foram conduzidos ao arrependimento e à salvação. Mas hoje é diferente.

Ainda sou do tempo em que os crentes não tinham imagens em suas casas, em seus carros ou como adereços de seus corpos. Nós não tatuávamos os nossos corpos e nem colocávamos “piercings” em nossa pele. Críamos que os nossos corpos eram sacrifícios ao Senhor, e que não nos era lícito maculá-los com os sinais de um mundo decadente, um deus mundano e uma cultura corrompida. Dizíamos que tatuar o corpo era pecado. Não tínhamos objetos de culto em nossas igrejas. Aliás, esse era um de nossos diferenciais: nós éramos aqueles que não admitiam imagens em lugar algum. Mas hoje é diferente.

Ainda sou do tempo em que pornografia era pecado. Nós não considerávamos fotos eróticas ou filmes pornô um “trabalho profissional”, mas uma prostituição do próprio corpo e uma corrupção moral. Ao nos convertermos, convertíamos também os nossos olhos, e abandonávamos as revistas pornográficas, os cinemas de prostituição e os teatros corrompidos. Os que eram adúlteros se arrependiam e pagavam o preço do que fizeram, e começavam vida nova. Os promíscuos mudavam seu comportamento e tornavam-se santos em todo o seu procedimento. Nós, os adolescentes, deixávamos os namoros e os relacionamentos orientados pelos filmes mundanos, e primávamos por ser como José do Egito, que foi puro, ou o apóstolo Paulo, que foi decente. Mas hoje é diferente.

Ainda sou do tempo em que nos vestíamos adequadamente para o culto. Aliás, além do nosso testemunho moral, nós nos identificávamos pelas roupas. Se pentecostais, usávamos roupas sociais bastante formais, e éramos conhecidos aonde quer que íamos, pois ninguém mais se vestia tão formalmente assim em pleno domingo à tarde. Se de outras denominações, como eu, não chegávamos a esse extremo, mas nos trajávamos socialmente, com o melhor que tínhamos, dentro de nossas possibilidades, porque críamos que, se íamos prestar um culto a Deus, a ocasião nos exigia o melhor, e buscávamos dar o melhor para Deus. Era a famosa “roupa de missa”, “roupa de igreja”. Mesmo pobres, tínhamos o melhor para Deus. E sempre algo decente: camisas sociais, calças bem passadas, um sapato melhor conservado, um blaizer ou uma blusa bem alinhada. As mulheres usavam seus melhores vestidos, suas melhores saias e seus conjuntos mais femininos. Mas hoje é diferente.

Ainda sou do tempo em que nossos hinos falavam de Cristo e da salvação. Cantávamos muito, e nossas músicas não eram tão complexas como as de hoje. Mas todos acabávamos por decorá-las. Suas mensagens eram simples e evangelísticas: “foi na cruz, foi na cruz”, “andam procurando a razão de viver”; “Porque Ele vive, posso crer no amanhã”, “Feliz serás, jamais verás tua vida em pranto se findar”, “O Senhor da ceifa está chamando”; “Jesus, Senhor, me achego a ti”, “Santo Espírito, enche a minha vida”, “Foi Cristo quem me salvou, quebrou as cadeias e me libertou”, etc. Não copiávamos os “hits” estrangeiros, ou as danças mundanas, mas buscávamos algo clássico, alegre, porém, solene. E dançar o louvor? Jamais! Não ousávamos, nem queríamos; nunca soubéramos que o louvor era “dançante”; as danças deixamos em nossas velhas vidas mundanas. Porém, mesmo não as tendo, éramos alegres e motivados. Mas hoje é diferente.

Ainda sou do tempo em que as denominações e igrejas tinham personalidade. As denominações eram poucas e bastante homogêneas. Sabíamos que a Assembléia de Deus era pentecostal e usava indumentária formal; os presbiterianos eram os melhores coristas que existiam; os adventistas tinham uma fé estranha, numa profetisa semi-contemporânea, mas tinham os melhores quartetos masculinos; os melhores solistas eram batistas, etc. Nossas liturgias eram bastante diferentes: os conservadores eram formais, seus cultos silenciosos, enquanto um orava, os outros diziam amém. Já os pentecostais oravam todos ao mesmo tempo e cantavam a Harpa Cristã. Nós nos considerávamos irmãos, não há dúvida. Mas tínhamos personalidade. Hoje tudo é diferente.

E eu não sou velho! Isso tudo não tem 26 anos ainda! Na década de 80 ser crente era ser assim! Meu Deus, como o mundo mudou! Como a chamada Igreja Evangélica se deteriorou! Hoje eu sinto vergonha de ser considerado evangélico!

Hoje é moda ser crente, ou melhor, “gospel”. Você é artista pornô, mas é crente. Você é do forró pé-de-serra, mas é crente. Você é ladrão, mas é crente. Você é homossexual assumido, mas é crente. Não importa a profissão, o comportamento, a moral, a índole, ser crente é apenas um detalhe. Aliás, dá cartaz ser crente: hoje muitos cantores “viram crentes” pra vender seus CD’s encalhados, pois o “povo de Deus” compra qualquer coisa. Não há diferença entre o santo e o profano, o consagrado e o amaldiçoado, o lícito e o proibido, o justo e o injusto. Qualquer coisa serve. O púlpito pode ser uma prancha de surf, uma cama de motel ou um palanque eleitoral; a forma não importa. Ser crente é apenas um detalhe, uma simples nomencalatura religiosa.

Hoje os crentes tatuam as suas peles, mesmo sabendo que a Bíblia condena o uso de símbolos e marcas no corpo de quem se consagra a Deus. Criamos nossos próprios símbolos, nossos próprios estigmas e nossas próprias tribos. Hoje há denominações que dão opções de símbolos para que seus jovens se tatuem. O “piercing” deixou de ser pecado, e passou a ser “fashion”, e está pendurado na pele flácida de roqueiros evangélicos e “levitas” das igrejas, maculando a pureza de um corpo dedicado ao Deus libertador. Mulheres há que enchem seus umbigos e outras partes de pequenas ferragens, repletas de vaidade e erotismo mundano, destruindo, assim, qualquer padrão cristão de consagração corporal. Meninos tingem seus cabelos de laranja, e mocinhas destróem seus rostos com produtos, pois agora todo mundo faz, e “Deus não olha a aparência”. (Ainda bem, pois se olhasse, teria ânsia de vômito…)

Hoje ir à igreja é como ir ao mercado ou às barracas de feira e de artesanato: um evento efêmero, informal, meramente turístico. Não há mais cuidado algum no trajo cultuante. Rapazes vão de bermudas, calções (e, pasmem os senhores, de sungas!), até sem camisa, porque Deus não é “bitolado, babaca ou retrógrado”. Garotas usam suas mini-saias dos “rebeldes” e exibem umbigos cheios de “piercings”, estrelinhas e purpurinas pingando dos cabelos e roupas, numa passarela contínua do modismo eclesiástico. Se alguém ainda vai modestamente ao culto, seja jovem, seja velho, ou é “novo convertido”, ou é “beato”. É típico encontrarmos pastores dizendo aos “engravatados”: “Pra que isso, irmão? Vai fazer exame laboratorial?” E, continuamente, vão demolindo qualquer alicerce de reverência e solenidade para o ato do culto.

Hoje as nossas músicas pouco falam de Cristo. Somos bitolados por um amontoado de “glórias”, “aleluias”, “no trono”, “te exaltamos”, “o teu poder”, etc. Misturamos essas expressões, colocamos uma pitada de emoções, imitamos os ícones dos megaeventos de louvores, e gravamos o nosso próprio cd, que, de diferente, tem a capa e o timbre de algumas vozes, talvez alguns instrumentos, mas, no mais, não passam de cópias das cópias das cópias. E Jesus? Ah, quase nunca o mencionamos, e, quando o fazemos, não apresentamos qualquer noção do que Ele é ou representa para o nosso louvor. Não falamos mais que Ele é o caminho, a verdade e avida, não o apresentamos como Senhor e Salvador, não informamos ao ouvinte o que se deve fazer para tê-lo no coração, apenas citamos seu nome ou dizemos um aleluia para ele.

Hoje, entrar em uma igreja é como ter entrado em todas: é tudo igual. O mesmo sistema, as mesmas cantorias, a seqüência de eventos, os rituais emocionais, as pregações da prosperidade, de libertação de maldições ou de mega-sonhos “de Deus” (como se Deus precisasse sonhar, como se fosse impotente ou dependente da vontade humana). Transformamos nossas igrejas em filiais de uma matriz que não sabemos nem aonde fica, mas que se representa nas comunidades da moda. Não há mais corais, não há mais solistas, não há mais escolas dominicais fortes, não há mais denominações com características sólidas, não há mais nada. Tudo é a mesma coisa: uma hora e meia de “louvor”, meia hora de “ofertas” e quinze minutos de “pregação”, ou meia hora de “palavra profética e apostólica”. Que desgraça!

Hoje trouxemos os ídolos de volta aos templos: são castiçais, bandeiras de Israel, candelabros, reproduções de peças do tabernáculo do velho testamento, bugigangas e quinquilharias que vendemos, similares aos escapulários católicos que tanto criticávamos. Hoje não nos atemos a uma cruz sem Cristo, simbólica apenas. Hoje temos anjinhos, Moisés abrindo o Mar Vermelho, Cristo no sermão da Montanha. O que nos falta ainda? Nossas bíblias, para serem boas, têm que ser do “Pastor fulano”, com dicas de moda, culinária, negócios e guia turístico. Hoje temos bíblias para mulheres, para homens, para crianças, para jovens, para velhos, só falta inventarmos a bíblia gay, a bíblia erótica, a bíblia do ladrão, a bíblia do desviado. Bíblias puras não prestam mais. E, mesmo tendo essas bíblias direcionadas, QUASE NINGUÉM AS LÊ! Trazemos rosas para consagrar, rosas murchas para abençoar e virar incenso em casa, sal groso para purificar, arruda para encantar, folhas de oliveira de Israel e água do Rio Jordão (Tietê?) para abençoar, vara de Arão, de Moisés, e sabe lá de quem mais! Voltamos às origens idólatras! Parece o povo de Israel, que, ao morrer um rei justo, emporcalhavam o país com suas idolatrias e prostitutas cultuais. E se alguém ousa ser autêntico, é taxado de retrógrado. Com isso, surgem os terríveis fundamentalistas, que abominam tudo, ou os neopentecostais, que são capazes de transformar a igreja num circo, fazendo o povo rir sem parar ou grunir como animais.

Meu Deus, o que será daqui há alguns anos? Será que teremos que inventar um nome novo para ser evangélico à moda antiga? Parece que batista, assembleiano, presbiteriano, luterano ou metodista não define muita coisa mais! Será que ainda haverá púlpitos que prestem, pastores que pastoreiem, louvores que louvem a Deus? Será que seremos obrigados a usar “piercing” para nos filiarmos a alguma igreja? Será que nossos cultos serão naturistas? Será que ainda haverá Deus em nosso sistema religioso?

É CLARO QUE HÁ EXCEÇÕES! E eu bendigo a Deus porque tenho lutado para ser uma dessas exceções. É claro que o meu querido leitor, pastor, louvador, membro de igreja, missionário, também tem buscado ser exceção. Mas eu não podia deixar de denunciar essa bagunça toda, esse frenesi maligno, esse fogo estranho no altar de Deus! Quando vejo colegas cuspindo no povo, para abençoá-los, quando vejo pastores dizendo ao Espírito Santo “pega! pega! pega!”, como se fosse um cachorrinho, quando vejo pastores arrancando miúdos de boi da barriga dos incautos doentes que a eles se submetem, quando vejo um evangelho podre arrastando milhões, quando vejo colegas cobrando dez mil reais mais o hotel, ou metade da oferta da noite, para pregar o evangelho, então eu me humilho diante de Deus, e digo: “Senhor, me proteja, não me deixa ser assim!”

Que Deus tenha piedade de nós.

Wagner Antonio de Araújo
Igreja Batista Boas Novas de Osasco, SP
Av. Internacional, 592 – Jardim Santo Antonio
06126-000 – Osasco – SP – Brasil
Fone: 0xx11 3591-3515
celular do pastor: 0xx11 9699-8633
www.uniaonet.com/bnovas.htm

FONTE: Blog do Pastor Ciro Sanches Zibordi – http://cirozibordi.blogspot.com

Fundo Musical em Pregações? Conheçam o perigo desse modismo.

 (Fonte: Blog do Gediel Mendes) Yanni é um músico, tecladista, compositor de renome internacional e adepto da Nova Era, devoto de uma entidade espírita guerreira e tem sua música executada por diversos pregadores que a usam como fundo musical na pregação da palavra de Deus em várias igrejas.

Gostaria de alertar a todos sobre músicas da Nova Era sendo usada como fundo musical nas pregações em nossas igrejas.Há algum tempo conheço as músicas do Yanni, especificamente o CD Tribute, e como músico sempre admirei a qualidade musical de seu trabalho.

Mas de algum tempo para cá notei que, nossos pregadores começaram a usá-las como fundo musical em suas pregações, causando assim um modismo desmedido em vários lugares.

Pesquisando a respeito das crenças de Yanni Chrysomallis, não tomei por surpresa quando descobri que ele e sua esposa Linda Evans estão envolvidos na meditação oriental. Eles são seguidores do famoso J.Z. Knight, quem canaliza um espírito que se identifica a si mesmo como um guerreiro de 3500 anos de idade chamado Ramta, do continente perdido Atlantis.

O CD ao qual me refiro é o “CD Tribute de Yanni”. Nem precisa dizer que esse CD é um tributo a entidade espírita (um demônio) e a música que os pregadores gostam de executar nas pregações como fundo musical se chama “Adagio In C Minor”, a número 02 do CD. 

 As imagens do local onde foi gravado o video denotam um ambiente místico.A tal música é muito conhecida como o tema dos Gideões Missionários da Última Hora. Essa música é da Nova Era (seita anticristã que aguarda o ‘Maytreia’ ou anticristo).

Em outro post eu manifestei minha opinião sobre esse assunto e torno a repeti-lo aqui: esse negócio de fundo musical na hora de pregar a Palavra de Deus é uma manobra humana que os pregadores utilizam para se “colocar fogo na igreja” ou para sensibilizar o crente no momento da preleção, bem como produzir movimento no meio do povo de Deus. E, como vimos acima, muitos pregadores imaturos não sabem nem o que estão introduzindo em suas pregações, misturando o santo com o profano e fazendo do culto um sincretismo religioso. Vigiemos!