AOS QUE USAM FILIPENSES 1.18 PARA DEFENDER AS PALHAÇADAS DE HOJE…

Um amigo no Twitter me perguntou se Filipenses 1:18 não justificaria o evangelho gospel e o show gospel. Acho que ele tinha em mente o festival gospel na Globo e a hipotética novela da Globo com uma heroína evangélica.

Para quem não lembra, Paulo diz o seguinte em Filipenses 1:15-18:

“Alguns, efetivamente, proclamam a Cristo por inveja e porfia; outros, porém, o fazem de boa vontade; estes, por amor, sabendo que estou incumbido da defesa do evangelho; aqueles, contudo, pregam a Cristo, por discórdia, insinceramente, julgando suscitar tribulação às minhas cadeias. Todavia, que importa? Uma vez que Cristo, de qualquer modo, está sendo pregado, quer por pretexto, quer por verdade, também com isto me regozijo, sim, sempre me regozijarei” (Fp 1:15-18).

A interpretação popular desta passagem, especialmente desta frase de Paulo no verso 18, “Todavia, que importa? Uma vez que Cristo, de qualquer modo, está sendo pregado, quer por pretexto, quer por verdade, também com isto me regozijo, sim, sempre me regozijarei” – é que para o apóstolo o importante era que o Evangelho fosse pregado, não importando o motivo e nem o método. A conclusão, portanto, é que podemos e devemos usar de todos os recursos, métodos, meios, estratégias, pessoas – não importando a motivação delas – para pregarmos a Jesus Cristo. E que, em decorrência, não podemos criticar, condenar ou julgar ninguém que esteja falando de Cristo e muito menos suas intenções e metodologia. Vale tudo.

Então, tá. Mas, peraí… em que circunstâncias Paulo disse estas palavras? Se não me engano, Paulo estava preso em Roma quando escreveu esta carta aos filipenses. Ele estava sendo acusado pelos judeus de ser um rebelde, um pervertedor da ordem pública, que proclamava outro imperador além de César.

Quando os judeus que acusavam Paulo eram convocados diante das autoridades romanas para explicar estas acusações que traziam contra ele, eles diziam alguma coisa parecida com isto: “Senhor juiz, este homem Paulo vem espalhando por todo lugar que este Jesus de Nazaré é o Filho de Deus, que nasceu de uma virgem, que morreu pelos nossos pecados e ressuscitou ao terceiro dia, e que está assentado a direita de Deus, tendo se tornado Senhor de tudo e de todos. Diz também que este Senhor perdoa e salva todos aqueles que creem nele, sem as obras da lei. Senhor juiz, isto é um ataque direto ao imperador, pois somente César é Senhor. Este homem é digno de morte!”

Ao fazer estas acusações, os judeus, nas próprias palavras de Paulo, “proclamavam a Cristo por inveja e porfia… por discórdia, insinceramente, julgando suscitar tribulação às minhas cadeias” (verso 17).

Ou seja, Paulo está se regozijando porque os seus acusadores, ao final, no propósito de matá-lo, terminavam anunciando o Evangelho de Cristo aos magistrados e autoridades romanos.

Disto aqui vai uma looooonga distância em tentar usar esta passagem para justificar que cristãos, num país onde são livres para pregar, usem de meios mundanos, escusos, de alianças com ímpios e de estratégias no mínimo polêmicas para anunciar a Cristo. Tenho certeza que Paulo jamais se regozijaria com “cristãos” anunciando o Evangelho por motivos escusos, em busca de poder, popularidade e dinheiro, pois ele mesmo disse:

“Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus; antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus” (2Co 2:17).

“Pelo que, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos; pelo contrário, rejeitamos as coisas que, por vergonhosas, se ocultam, não andando com astúcia, nem adulterando a palavra de Deus; antes, nos recomendamos à consciência de todo homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade” (2Co 4:1-2).

“Ora, o intuito da presente admoestação visa ao amor que procede de coração puro, e de consciência boa, e de fé sem hipocrisia. Desviando-se algumas pessoas destas coisas, perderam-se em loquacidade frívola, pretendendo passar por mestres da lei, não compreendendo, todavia, nem o que dizem, nem os assuntos sobre os quais fazem ousadas asseverações” (1Ti 1:5-7).

“Se alguém ensina outra doutrina e não concorda com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo e com o ensino segundo a piedade, é enfatuado, nada entende, mas tem mania por questões e contendas de palavras, de que nascem inveja, provocação, difamações, suspeitas malignas, altercações sem fim, por homens cuja mente é pervertida e privados da verdade, supondo que a piedade é fonte de lucro” (1Ti 6:3-5).

“Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus” (1Co 2:1-5).

Portanto, usar Filipenses 1:18 para justificar esta banalização pública do Evangelho é usar texto fora do contexto como pretexto.

Fonte : Augustus Nicodemus Lopes

Sobre Festa Junina “gospel”

Festas juninas: começaram com cultos pagãos até chegar ao cúmulo do “arraiá gospel”

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Observe bem a imagem acima. Bandeirolas, balões, quadrilhas, roupas típicas, maquiagens caipiras. Parece apenas mais uma comemoração em tempos de são-joão, mas não é só isso. Trata-se de um “arraiá gospel”, uma festividade similar à mundana promovida pelas alas liberais até demais do meio evangélico.

Todo período de São João é assim. As bandas batem o forró pé-de-serra, as encenações das quadrilhas ditam o ritmo os irmãozinhos e as irmãzinhas. Tudo entre crentes. Tudo gospel. O clima é semelhante ao da fogueira, do milho assado e do arrasta-pé.

Pelos lugares afora, existe muita coisa adaptada, desde quadrilha gospel a banda de forró gospel para festa junina. Em Recife (PE), o Arraiá com Jesus já virou moda. Os organizadores chamam o evento de “o maior arraiá gospel do Brasil”. A festa é hoje. Começa no fim da tarde e se estende até o sol raiar, às 5h da manhã do dia seguinte. Tudo para agradar os jovens, a turma da festa, a galera do oba-oba. Basta ver no anúncio abaixo:

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Alguns cristãos questionam se o crente pode ou não participar de certas coisas. Existem muitas questões, polêmicas ou não, que sempre trazem perguntas do tipo “É pecado ou não?”, “É certo participar ou não?”. A solução para quem quer se aproveitar é adaptando tais polêmicas aos caprichos cristãos. E o tal arraiá gospel é uma dessas guloseimas mundanas que atiçam o apetite de muita gente evangélica.

As pessoas que participam desses movimentos deixam de estudar mais a Palavra, dedicar períodos de tempo para um devocional com o Pai, servir e atender aos demais cristãos necessitados e praticar a fé no testemunho e nas ações diárias para passar horas ensaiando nas quadrilhas gospel, dançando forrós gospel numa madrugada inteira, gastando rios de dinheiro em ornamentos e apetrechos típicos de festas juninas. Um desperdício dedicado à decoração do chão macio do caminho largo que leva à perdição.

Basta saber que as origens dessa comemoração remontam à antiguidade, quando se prestava culto à deusa Juno, da mitologia romana. Os festejos em homenagem a essa deusa eram denominados “junônias” (por isso o nome “festas juninas”). Essas festas foram adaptadas pela Igreja Católica, porque coincidiam com as comemorações do nascimento de João Batista. Para agradar o povão, as festividades não foram extintas e, sim, adaptadas ao calendário cristão. Como os católicos não conseguiram superar a religiosidade das festas pagãs, preferiram dar uma aparência religiosa a esse paganismo para não ofender a cultura e, ao mesmo tempo, trazer mais gente para a igreja romana.

Hoje, para atender aos gostos da turma crente, igrejas, políticos, cantores e organizações trazem essas celebrações de raízes pagãs para dentro do seio evangélico. Os jovens estão dançando ao som do forró enquanto o diabo dança saltitante com suas hostes em comemoração à ausência de Evangelho prático, de santidade, de conhecimento da Palavra e de comunhão com Deus.

Os arraiás desses crentes seguem a linha dos megashows gospel, dos blocos carnavalescos gospel, das cervejas gospel e de tantas outras coisas que foram adaptadas para conquistar os corações frios de quem não tem uma profunda relação santa com o Senhor. Uma lástima para um povo que deve ser separado e mostrar sua estirpe diferenciada do mundo de festas dominadas por Satanás.

Festa Junina

Para nós, os evangélicos, os tempos estão mudados. Há duas ou três décadas atrás, era considerado pecado participar de eventos como festa junina, carnaval e outras manifestações populares. Hoje o povo está dividido. Com o crescimento desordenado de denominações, os valores se inverteram, novas interpretações têm sido dadas a textos bíblicos e o pecado deixou de ser tão pecado assim.

O problema é que as denominações tradicionais não fazem uma “convenção de ministros” para tratar de temas de interesse do povo de Deus. As inúmeras convenções são verdadeiros encontros políticos para demonstrações de poder entre as facções eclesiásticas.

Temas como “o crente pode ou não pode participar das festas juninas?”, ou, “o crente pode fazer sua própria festa junina”? nunca são tratados.

Resta-nos dar a orientação que achamos conveniente, não em nome da denominação que sou membro, mas em meu próprio nome e de acordo com minha experiência cristã e visão da Obra de Deus.

Em relação à festa junina, por ser ela uma festa popular, que pelo tempo terminou se incorporando ao folclore brasileiro, a pergunta que nos tem sido feita constantemente é: Há alguma implicação espiritual para o crente ou para a igreja que participa ou realiza uma festa junina?

FOLCLORE – A UNESCO declara que folclore é sinônimo de cultura popular e representa a identidade social de uma comunidade através de suas criações culturais, coletivas ou individuais, e é também uma parte essencial da cultura de cada nação. O folclore se manifesta nas crendices, nas simpatias e nas superstições contra os ventos, as chuvas, os raios e as doenças.

No meu entender, o folclore, por mais divertido e ingênuo que pareça ser, é uma demonstração da falta de fé que um povo tem em Deus e no Evangelho. Quando um povo não conhece a Deus através de Sua Palavra, fica preso a superstições, a crendices, e tentam com isso espantar os seus “fantasmas” com enredos, fogueiras, fogos de artifícios, e outros elementos como subir escadarias de joelhos, apedrejar a imagem do Judas, saltar sete ondas, jogar flores em lagos, rios e mares, e tantas outras coisas que mostram pobreza de conhecimento das riquezas da graça.

Nem é preciso relembrar a origem idolátrica da festa junina, uma vez que isto é de conhecimento de todos. O que temos observado é que em muitas festas juninas, atualmente, nem menção se faz mais a São João ou a qualquer outro santo que antigamente era cultuado neste evento.

Também sabemos que quando os evangélicos realizam uma “fogueira santa”, ou, uma “festa genuína” ou, qualquer coisa deste tipo, nem se pronuncia qualquer referência aos santos. Com isto temos ouvido argumentos a favor da realização de tais eventos no meio do povo evangélico.

Já que o crente é tão festeiro e um povo tão alegre, por que não incorporar a festa junina às nossas festividades e fazermos uma festa que resulte na união do povo de Deus? Afastando-se a idolatria, que mal há em festejar, principalmente em uma festa onde vamos comer tantas coisas gostosas que nos faz lembrar nossas raízes?

Da minha parte, eu vejo isto como uma demonstração da “saudade do Egito”.

> Números 11:5 – Lembramo-nos dos peixes que no Egito comíamos de graça; e dos pepinos, e dos melões, e dos porros, e das cebolas, e dos alhos.

O resultado da falta de estudos bíblicos aprofundados e da falta de pregações genuínas da mensagem do Evangelho é exatamente esta, a saudade dos pepinos, dos quentões, dos contos, das danças.

O povo de Deus está ficando à margem das riquezas da graça e está sentindo necessidade de copiar as músicas mundanas, os shows, os ritmos, as crendices e as festas idolátricas.

O Evangelho que não afasta do coração das pessoas a saudade do Egito é um evangelho fraco, debilitado, carente de conteúdo. A igreja que sente necessidade de incorporar festas pagãs às suas atividades é uma igreja mista. O crente que não abandona definitivamente tudo o que pertence à vida pagã e idolátrica é como o cativo que voltou da Babilônia, depois de setenta anos de escravidão, mas, leva os seus netos para conhecer o lugar onde esteve cativo, especialmente nos dias dos festejos do povo que o escravizou.

O que a Bíblia dia a esse respeito?

> Isaías 48:17 – Assim diz o SENHOR, o teu Redentor, o Santo de Israel: Eu sou o SENHOR teu Deus, que te ensina o que é útil, e te guia pelo caminho em que deves andar… Saí de Babilônia, fugi de entre os caldeus. E anunciai com voz de júbilo, fazei ouvir isso, e levai-o até ao fim da terra; dizei: O SENHOR remiu a seu servo Jacó. E não tinham sede, quando os levava pelos desertos; fez-lhes correr água da rocha; fendeu a rocha, e as águas correram. 

> Apocalipse 18:2 – E clamou fortemente com grande voz, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios, e covil de todo espírito imundo, e esconderijo de toda ave imunda e odiável.

> Apocalipse 14:4 – E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas.

> 1 João 2:15 – Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.

Portanto, como presbítero, como pastor, como pregador, como crente, como sacerdote do meu lar, eu vou continuar ensinando que o crente não deve participar nem realizar festas juninas. O crente não precisa disto.

 

Em Cristo, Sandoval Juliano – O Presbítero – 15.06.2012.

Fontes de consulta:

Site: http://ifolclore.vilabol.uol.com.br/div/folk2.htm

Eu quero ser santo,santo,saaaannntoooo???

Oi gente, a paz do Senhor Jesus!


declaração que nós fizemos publicamente domingo no culto:


“Renuncio tudo o que é impuro ( músicas que não edificam e nem louvam ao Senhor segundo Salmo 150, bebidas, fornicação, etc..), renuncio minha carne (desejos carnais), renuncio o mundo( o mundo e TUDO o que nele há afinal nós bem sabemos quem é o príncipe deste mundo), e os sonhos que não TE glorificam Senhor eu renuncio( nós temos que viver apenas os sonhos nossos que estiverem de acordo com a soberana vontade de Deus, se tiver a aprovação DELE então viveremos estes sonhos) porque queremos ser Santo assim como Ele é Santo…”


Não adianta sermos hipócritas e cantarmos isso sem vivermos isso pois Deus sabe da nossa vida e sabe se estamos vivendo aquilo que falamos e cantamos e lembrem-se a palavra quando sai da nossa boca ela produz e não volta atrás vazia então nós fizemos uma declaração e de Deus não se zomba.


Deixo alguns versículos do novo testamento:


Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia.
Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.
1 Coríntios 10:12-13

Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam.
1 Coríntios 10:23

Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?
E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?
E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.
Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; E não toqueis nada imundo, E eu vos receberei;
E eu serei para vós Pai, E vós sereis para mim filhos e filhas, Diz o Senhor Todo-Poderoso.
2 Coríntios 6:14-18

Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus.
2 Coríntios 7:1

Com amor em Cristo

Valquiria L.R. Bertie

O Semeador de Contendas

Semear contendas entre os irmãos é um dos pecados que mais entristece
o coração de Deus. Mas o que é semear contenda? Vamos encontrar na
bíblia a argumentação necessária a fim de sabermos o que seja, e como
podemos combater esta semeadura em nossa família, chamada igreja. O
‘semear contendas’ é prima da ‘fofoca’ ou irmã gêmea da
‘maledicência’, só que com uma roupagem diferente. Quando se semeia
contendas, nem sempre se fala mal de alguém, como a descarada
‘fofoca’. O semeador de contendas, na maioria das vezes, fala de
alguém com o propósito de colocar na mente das pessoas, uma sementinha
de desconfiança do caráter, honestidade, competência, ou do trabalho
da pessoa de quem se está falando. Na maioria das vezes também, a
pessoa semeadora de contendas pede sigilo da conversa, pois sabe que é
biblicamente errado denegrir a imagem de alguém ou criticar o trabalho
de uma pessoa, mesmo que este trabalho tenha de fato algumas
deficiências. Dificilmente o semeador de contendas vai diretamente à
pessoa em questão para esclarecer alguma dúvida ou resolver um
problema, mas está sempre disposta a envolver secretamente o maior
número de pessoas na sua intenção de semear contendas. É certo que o
semeador de contendas não conhece a Palavra de Deus como deveria, pois
se conhecesse não faria tal coisa por saber que Deus abomina esta
atitude. Veja o que diz o livro de Provérbios 6: 16 – 19. Há uma lista
de coisas neste texto que aborrecem a Deus, entretanto a última,
listada na parte “b” do verso 19, diz que Deus não suporta tal pessoa
e a abomina. Fiquei me perguntando sobre o motivo de tal rigidez da
parte de Deus com uma pessoa que pratica a semeadura de contendas, e
descobri que esta prática, de semear contendas, é semelhante a que foi
utilizada pelo diabo para desviar Adão e Eva dos planos de Deus
(Gênesis 3: 1-7). Veja que o diabo não falou mal de Deus, entretanto
colocou na mente de Adão e Eva uma semente de desconfiança daquilo que
Deus lhes havia dito. Esta desconfiança, que foi acatada pelos nossos
primeiros pais, está relacionada com o próprio caráter de Deus. O
resultado foi a total infelicidade do homem e, a ‘priori’, a desgraça
da humanidade. O homem ficou separado de Deus, passou a morrer
fisicamente e espiritualmente, passou a ter doenças, sentir dores,
sofrer, em fim, tudo como conseqüência da semeadura de desconfianças,
pelo método de semear o mal. Daí passei a entender porque Deus foi tão
severo com àqueles que praticavam este tipo de coisa. A igreja de
Jesus não está livre de semeadores de contendas. A única maneira de se
prevenir contra tais, que assim agem, é usar da autoridade da Palavra
de Deus. Lembre-se que Jesus venceu o diabo no deserto com as
Escrituras Sagradas (Mateus 4: 1 – 11). Portanto, se alguém vier
comentar alguma coisa que denigra a imagem de alguém ou desestabilize
a comunhão da Igreja, ou crítica do trabalho ou da música, repreenda-o
na Palavra de Deus. Por exemplo: Se alguém chegar para falar alguma
coisa ruim ou errada, mesmo que seja verdade, oriente a falar
diretamente a pessoa citada. Se ele comentar alguma coisa, mesmo que
sutilmente sobre uma atitude má ou fala errada de outra pessoa, diga
para o semeador que não está correta aquela atitude. Após isso, faça
uma oração pedindo a Deus para que aquela ‘erva daninha’ que você
ouviu, não domine seus pensamentos e nem o seu coração. É preciso ter
coragem para agir assim e bastante amor pela obra de Deus. Deus espera
de nós alguma atitude bíblica diante do erro. Meus queridos irmãos
tenham cuidado, pois nossa igreja tem sido muito abençoada em seu
trabalho, tanto em número quanto em qualidade. Este é o plano de Deus
para a nossa igreja, nossas vidas, nesse tempo que Ele nos oportuniza.
O semeador de contendas pode ser um instrumento do mal contra Deus, a
fim de fazer com que o plano divino para a nossa igreja não se
concretize. Seja corajoso, e com amor diga ao errante, seja ele quem
for, “VOCÊ ESTÁ FORA DA PALAVRA E TRAZENDO CONFUSÃO PARA O NOSSO
MEIO”. Veja o que diz Tito 3: 9 e 10 – “Mas evita coisas tolas,
genealogias e contendas, e debates a cerca da lei, porque são coisas
inúteis e vãs. Ao homem faccioso, depois da primeira e segunda
advertencia, evita-o”. Evitar o semeador de contendas é o melhor
tratamento para a saúde da Igreja de Jesus e da humanidade de um modo
geral.

OBS: A pessoa que fala mal de voce hoje pra mim, certamente em breve
se ela não se converter falará mal de mim para voce.


VAMOS CUIDAR DO NOSSO CORAÇÃO E DA FÉ
QUE DEUS POSSA ABENÇOAR A VIDA DE CADA UM DE NÓS.

Um Forte Abraço !

Uma palavra sobre a itinerância e os “itinerantes”

Nas áureas décadas de 1980 e 1990, os pregadores mais requisitados e famosos — por serem verdadeiramente usados pelo Senhor —, nas Assembleias de Deus, eram identificados por títulos ministeriais bíblicos. De alguns anos para cá, surgiram títulos novos, como “conferencista internacional” e “itinerante”. Considero o primeiro um tanto pretensioso. Quanto ao segundo… Ah, o segundo é, no mínino, despropositado.

Pessoas que me encontram nos aeroportos ou nas igrejas onde ministro a Palavra de Deus me perguntam se sou um “itinerante”, pelo fato de eu participar de eventos em vários lugares, especialmente escolas bíblicas. E a minha resposta a elas, a priori, parece vaga: “Não sou ‘itinerante’. Mas tenho um ministério que envolve itinerância”.

Não me considero um “itinerante” porque a itinerância, em si, não é um ministério ou uma profissão, e sim uma característica destes. Houaiss define assim o termo “itinerante”: “diz-se de atividade que se exerce com deslocamentos sucessivos de lugar em lugar”.

O piloto de avião, o comissário de bordo e motorista de ônibus, por exemplo, não são chamados de “itinerantes” pelo fato de viajarem para várias partes do Brasil e/ou do mundo. Eles têm um trabalho que envolve itinerância. Da mesma forma, o apóstolo Paulo não era um “itinerante”, a despeito de suas viagens missionárias. Ele era pregador, apóstolo e doutor dos gentios (1 Tm 2.7). Seu ministério, multifacetado, envolvia itinerância.

Considero impróprio o uso do termo “itinerante” para designar o ministério da pregação da Palavra de Deus. Mas muito pior do que um problema de ordem semântica são os procedimentos adotados pelos que se dizem “itinerantes”. No meio assembleiano, especialmente, o aludido termo tem designado um tipo de obreiro que demonstra não ter sido chamado por Deus.

Os “itinerantes”, geralmente, gostam de aparecer. Apreciam roupa que reluz, sapatos que brilham de longe, anéis que ocupam quase metade do dedo, etc. Ter o título de diácono, presbítero, evangelista ou pastor, para eles, é desonroso ou “pouco impactante”. Preferem ser conhecidos como “conferencistas internacionais”. Supervalorizam o título, ignorando que não é o título que faz a pessoa; é a pessoa que faz o título. Duas passagens que eles deveriam examinar são 1 Samuel 16.6-13 e 2 Reis 4.31.

Os “itinerantes” querem ser pregadores a todo custo; são “oferecidos”, mas não possuem mensagem conveniente, à semelhança do rapaz que se apressou em dar a notícia da morte de Absalão a Davi (2 Sm 18.19-22). Em vez de apresentarem mensagens cristocêntricas, discorrem sobre conceitos antropocêntricos da autoajuda. Tais pregadores deveriam atentar para o exemplo de Jeremias: “eu não me apressei em ser o pastor após ti” (17.16).

Os “itinerantes” entram no ministério, mas o ministério não entra em seu coração. Eles foram feitos pregadores pelos homens, e não pelo Senhor (2 Tm 4.3-5; 1 Rs 12.31; 13.33; 2 Rs 17.32,33). Eles confiam apenas em sua capacidade, como o comandante Joabe, que tinha muitos talentos, mas era insensível, desumano, cruel, não inspirava respeito, não reconhecia os seus erros, não respeitava os laços familiares e não foi fiel até o fim (2 Sm 10.9; 1 Cr 19.10; 1 Rs 1.5-8; 2.5,28).

Os “itinerantes” amam o dinheiro (1 Tm 3.3; 6.10; Ef 5.5). E por ele estão dispostos a fazer tudo (Nm 22.10-22; 2 Pe 2.15,16; Is 56.11). Esquecem-se de que o compromisso primaz do pregador não é com as suas próprias necessidades ou com as preferências do povo, e sim com o Deus da Palavra e com a Palavra de Deus (Ez 2; At 7).

Os “itinerantes” se envolvem com a obra de Deus para ter comodidade e riqueza (Ez 34.2-4; Jz 17.7-13). E, por isso, mercadejam a Palavra de Deus (2 Co 2.17). Não se contentam com uma boa oferta da igreja do Senhor. Exigem cachês exorbitantes ou empregam técnicas reprováveis para “arrancar” tudo o que for possível dos incautos, como dinheiro, relógios, alianças, cheques, etc.

Os “itinerantes” gostam de receber glória dos homens (2 Co 10.12-18; At 12.21-23). Mas Deus não dá a sua glória a outrem (Is 42.8). Eles deveriam atentar para Provérbios 27.2 e 25.27, a fim de aprenderem que o Senhor usa — verdadeiramente — os humildes (1 Co 1.26-29; Tg 4.6).

Com temor e tremor,

Ciro Sanches Zibordi

Onde está a nova geração que ia se levantar?

O sociólogo Zygmunt Bauman já dizia: “Todas as palavras da moda tendem a um mesmo destino: quanto mais experiências pretendem explicar, mais opacas se tornam”. E de tempos em tempos, surge uma expressão, um jargão, um chavão, enfim, algo de moda, que evoque o lugar-comum e que tente se impregnar na cabeça das pessoas.

 Ouvi, vi e li sobre muitos cantores dizendo que uma geração ia se levantar. Outros diziam que uma nova geração iria impactar o Brasil. Alguns chegavam a dizer que estava surgindo uma geração de adoradores, de apaixonados, de homens-bomba da fé… Enfim, conclamaram que a tal geração iria chegar. O problema é que o tempo passa, e as coisas permanecem praticamente do mesmo jeito.

 A geração não chegou. Se ela chegou, o lugar dela tem sido nos momentos de louvor e de culto, nos quais as pessoas levantam as mãos, repetem refrões centenas de vezes durante vários minutos, mas não se mobilizam fora desses ambientes.

 A geração não chegou. Se chegou, não tem sido tão operante numa sociedade impura ideológica, moral e – sobretudo – espiritualmente. O que se vê é um povo frio, uma sociedade pervertida, desunida, desumana, amoral e imoral.

 A geração não chegou. Se chegou, ela está apenas na boca dos “geradores”, cujo número dos que fazem parte desse novo tempo está sempre estagnado. É uma geração que diz que tal cidade é de Cristo, quando a mesma cidade se descarrila para o abismo da iniquidade e da abominação.

 A geração não chegou. Se chegou, ela é invisível ou alheia, pois seus novos participantes são imóveis, não levam a Boa Mensagem para os outros e não se pronuncia ante o pecado que corrompe aqueles que, por certo, carecem de salvação.

A geração não chegou. Se chegou, ela só quer saber de cantar, de marchar, de exorcizar, de mercantilizar, mas não liga para salvar vidas, estender a mão, levantar o imundo da escória, dar um novo recomeço a quem errou.

A geração não chegou. Se chegou, precisa se preocupar em arrancar ovelhas das patas do lobo feroz em vez de brigar com gerações de “outros pastos”.

A verdadeira geração sempre existiu. A geração dos que oram, que jejuam, que buscam, que intercedem, que falam com Deus, que estão além dos púlpitos, palcos e bancos, que vão além das palmas, dos pulos e dos gritos.

 Não precisamos inventar geração disso ou daquilo por aí. A geração eleita já foi conquista por um alto preço, que não carece de invencionices para cair no gosto do povo.

Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração.” (Atos 17.28)

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